Bande à Part

Free-Improvisation /


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Bande à Part are Carlos Godinho (percussion & objects), Joana Guerra (cello) and Ricardo Ribeiro (clarinets). Started in 2013 this acoustic trio comes from Lisbon’s improvising music scene. Their music is a dense exploration of a wide pallet of extended technics based on tone and textures that result in free colourful and dynamic real time compositions. The trio’s debut album is soon to be released.

Music /




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Press /

Review

Caixa-Prego / Creative Sources [2014]

Como nos filmes.

Surgiu como uma surpresa, este trio Bande à Part. Reunindo Joana Guerra (violoncelo), Ricardo Ribeiro (clarinetes baixo e soprano) e Carlos Godinho (percussões, objectos), este novo grupo apresentou-se no ano passando, prometendo trabalhar uma improvisação sem rede. Se conhecíamos uma Joana Guerra diferente, pelas belas canções de voz e violino do disco Gralha, Joana está agora envolvida num contexto musical distinto, explorando a improvisação livre (mantém agora também um duo com o violinista Gil Dionísio). De Ribeiro já tínhamos ouvido o seu clarinete a apoiar as melodias do piano de Tiago Sousa. E Carlos Godinho já se tinha feito notar ao integrar o trio Zarabatana, com Yaw Tembe e Bernardo Álvares.

Neste contexto o grupo trabalha uma música sob uma forte orientação colectiva, numa massa sonora coesa. O papel de cada instrumento (ou objecto) passa pela atenção a cada som, trabalhado com detalhe. Cada intervenção é pensada no âmbito de um diálogo contínuo, pelo que as intervenções individuais são quase sempre contidas, subtis, em favor dessa dimensão colectiva maior. Cada instante desta música é único e irrepetível e este disco, editado pela Creative Sources de Ernesto Rodrigues, é constituído por cinco temas, cinco fotografias do momento, ou “Chapas”.
O violoncelo pode esboçar um sentido de melodia, o clarinete segue-lhe a cauda, junta-se o nevoeiro da percussão. Imprevisível, a música segue numa invisível harmonia , recheada e coerente . Ora sussurrante, ora inquieta. Ainda que navegue num constante equilíbrio, há ainda espaço para pequenos desvios, como acontece por exemplo ao terceiro tema, com o clarinete de Ricardo Ribeiro a assumir um maior protagonismo. O nome do grupo pode ter sido inspirado por um filme de Godard, mas a sua música flui com a ligeireza do trio de Jules et Jim de Truffaut.

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Text: Nuno Catarino / Bodyspace


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Interview

Música no presente

“Tive uma série de bandas, de rock, funk, etc.., e lembro-me que, já nessa altura, achava mais o som do guitarrista a afinar a guitarra do que os próprios acordes”, conta, ao JL , Carlos Godinho. Uma pequena história que diz muito sobre o universo de Bande à Part, o trio de livre improvisação que forma juntamente com Joana Guerra e Ricardo Ribeiro. Mais do que compor temas, interessa-lhes “conversar”, uns com os outros, através da exploração do som dos seus instrumentos. “Nunca se pôs a questão de definir o que estamos a fazer, até porque a livre improvisação é poder ser uma coisa diferente cada vez que nos encontramos”, afirma Ricardo Ribeiro.

Quem diz diferente, diz também único e irrepetível. Como quando entraram em estúdio: gravaram “o que saiu” nessa altura, de improviso, e não voltarão a reproduzi-lo. Caixa-Prego, o primeiro disco do grupo lisboeta, é assim uma espécie de “fotografia” desses momentos, vividos em Dezembro de 2013, no estúdio Planeta d’Ilusões, em Almada. “São cinco fotografias [faixas]. Entretanto, a nossa vida musical continua a decorrer e vamos viver outros momentos, que já não são aqueles”, explica Carlos Godinho.

O que se altera é o contexto do qual partem: Joana Guerra, no violoncelo; Ricardo Ribeiro, no clarinete; e Carlos Godinho, responsável pela percussão e manipulação de todo o tipo de objectos (caixas de madeira, chapas, uma campainha de bicicleta, balões, bolas de bilhar, baquetas). “Sou um colecionador de objectos, instrumentos e “porcariazinhas”. Uma coisas compro, outras faço, dão-me, encontro por acaso e guardo. Gosto de pensar que sou uma espécie de cirurgião e tenho de ter as ferramentas certas para tirar sons das coisas”, partilha, entre risos.

Carlos foi o último a juntar-se ao grupo. No início, o trio era composto por Joana, Ricardo e João Alegria Pécurto (então na guitarra, e que agora assina as fotografias do álbum). Quando este saiu, Joana e Ricardo, que conheceram Carlos nas andanças do MIA – Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia, chamaram-no para tocar.

Desde que começaram a ensaiar, no ano passado, nunca falaram sobre o que iam fazer. Encontram-se para “praticar uma interação”, com diz Carlos. “É como uma conversa. Vamo-nos conhecendo uns aos outros através dos instrumentos e cada vez nos sentimos mais à vontade para explorar assuntos”.

À baila, vem tudo o que faz parte de cada um. As outras ‘ocupações’ — Carlos, 31, é artista plástico; Ricardo, 34, tem uma livraria, a Sr. Teste, na Sociedade Guilherme Cossoul, em Santos; e Joana, 30, tem um projeto a solo, com um disco gravado (Gralha, 2013) e colabora com vários músicos dos circuitos de música improvisada e experimental. Mas também os livros, os filmes, as histórias, posições politicas, estados de espírito.

E se, um dia, num concerto, faltar ‘tema’ de conversa? “O risco faz parte do processo”, garantem: “Além disso, nos ensaios praticamos o assumir das coisas. Juntamo-nos, ali, como uma série de condicionantes, e assumimo-las. Por isso, se num concerto não tivermos nada para falar, tocamos sobre não ter nada para falar. E exploramo-lo até à exaustão”.

Carolina Freitas / Jornal de Letras


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Report

Creative Fest

O último concerto da noite era também o mais esperado. A sala encheu-se para ouvir os Bande à Part a comemorar o lançamento do seu primeiro disco, “Caixa Prego”. A banda é constituída por Joana Guerra no violoncelo, Ricardo Ribeiro nos clarinetes e Carlos Godinho na percussão. Tocando num registo a respirar sangue e ideias novas e contendo em si todos os ensinamentos retirados da velha guarda da improvisação portuguesa, este trio reúne o melhor de dois mundos.

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Bernardo Álvares / Jazz.pt


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Nervo05

O triângulo amoroso Bande à Part chegou, veio e venceu. Ao contrário de todas as outras bandas, este trio optou por tocar a sua música totalmente acústica, obrigando a audiência a agarrar-se à prestação desde o primeiro segundo. Mesmo sendo improvisação não-idiomática transportava em si os sonhos de cada um dos músicos. Cada um à sua maneira, os três exímios músicos interligam-se de forma muito inteligente e a fugir à norma. A subversividade começa pela formação: Ricardo Ribeiro nos clarinetes, Joana Guerra no violoncelo e Carlos Godinho em percussão e objectos pouco comuns.

Ribeiro e Guerra tenderam a desenhar formas, ainda que abstractas, e Godinho, eterno provocador, procurou sempre desalinhar as ideias existentes com propostas de novos caminhos. Num concerto que deixou os presentes de boca aberta e sem palavras, é porventura difícil fugir ao facilitismo de afirmar que foi incrível.

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Bernardo Álvares / Jazz.pt


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Photography: João Alegria Pécurto


Booking Agent
Pedro Tavares / pedrot.nervo@gmail.com / nervo.agency@gmail.com


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Clocks and Clouds   Deux Maisons   Duot   Electric Super Sex   Free Art Ensemble  Signsofthesilhouette


2015 © Nervo. | Bande à Part

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